Cursos EFA – Cidadania e Profissionalidade – Núcleo Gerador: Convicção e Firmeza Ética – Domínio de Referência: NG5 – Tema: Valores Éticos e Culturais

Cursos EFA – Nível Secundário

Cidadania e Profissionalidade

 

Educação e Formação de Adultos – Nível Secundário

Área de Competência: Cidadania e Profissionalidade

Núcleo Gerador: Convicção e Firmeza Ética

Domínio de Referência: NG5

Tema: Valores Éticos e Culturais

Competências: Distinguir as várias hierarquizações de valores, escolher e reter referentes éticos e culturais

Critérios de Evidência: identificar diferentes valores culturais; argumentar e contra-argumentar em contextos de tensão cultural; intervir em contextos de tensão cultural.

 

NOME: ___________________________________________ DATA: ______________

 

 

 

Pirâmide de Maslaw

 

Valores Religiosos:

Divino/Demoníaco

 

Valores espirituais:

Bom / Mau

Justo / Injusto

Belo / Feio

 

Valores úteis:

Caro / Barato

Abundante / Escasso

Necessário / Supérfluo

 

Valores vitais:

São / Doente

Enérgico / Inerte

Forte / Débil

  

Os valores

 

 

“Nem só de pão vive o homem”

 

                                        Moisés

 

 

 

Os valores regem a acção humana

Faz parte integrante do ser humano a tendência para preferir uns objectos em detrimento de outros. A existência humana insere-se num campo de possibilidades e escolhas a que os desejos atribuem maior ou menor preferência, ou aos quais o espírito confere mais ou menos sentido. Escolher uma possibilidade em detrimento de outras é atribuir uma ordem de preferência às coisas. Por exemplo, escolher participar numa angariação de fundos em favor das vítimas do maremoto asiático significa que estamos a atribuir uma grande importância à solidariedade, isto é, que a nossa acção está a ser orientada pelo valor da solidariedade. Os valores fornecem a justificação para as nossas acções.

 

Juízos de valor/ juízos de facto

Estes juízos de valor, que inevitavelmente formulamos na vida quotidiana, distinguem-se dos juízos de facto. Os juízos de facto são descritivos e são verdadeiros ou falsos em função da realidade, independentemente do que as pessoas pensam. Os factos são comprováveis e susceptíveis de um consenso universal. Por seu turno, os juízos de valor nem sempre são independentes das crenças ou gostos de quem os formula. Essa formulação pode ainda revestir um carácter parcialmente normativo quando contém de um modo tácito uma indicação de como devemos avaliar as coisas.

 

Hierarquização dos Valores

Não atribuímos a todos os nossos valores a mesma importância. Na hora de tomar uma decisão, cada um de nós, hierarquiza os valores de forma muito diversa. A hierarquização é a propriedade que tem os valores de se subordinarem uns aos outros, isto é, de serem uns mais valiosos que outros. As razões porque o fazemos são múltiplas.

Exemplo: A maioria da população mundial continua a sofrer graves carências alimentares. Todos os anos morrem milhões de pessoas por subnutrição. Portanto, é natural que na hierarquia dos seus valores destas pessoas a satisfação das necessidades biológicas surja em primeiro lugar.

Polaridade dos Valores

Os nossos valores tendem a organizar-se em termos de oposições ou polaridades. Preferimos e opomos a verdade à mentira, a justiça à injustiça, o bem ao mal, a beleza à fealdade, a generosidade ao egoísmo. A palavra valor costuma apenas ser aplicada num sentido positivo. Embora o valor seja tudo aquilo sobre o qual recaia o acto de estima positiva ou negativamente. Valor é tanto o bem, como o mal, o justo como o injusto.

1. Argumentação contra o relativismo dos valores:

Os valores permanecem de época para época e de cultura para cultura. No entanto, estão sempre sujeitos à mudança, variam no espaço e no tempo.

A partir desta tendência para a mudança podemos concluir que os valores são estritamente relativos a cada cultura e não existe a possibilidade de acordos universalmente válidos? Não. Se todos os valores fossem válidos não poderíamos condenar a escravatura, a tortura ou a pena de morte. Se todos os valores fossem válidos, com que critérios poderíamos dizer que um par de botas vulgar teria mais valor do que a Gioconda de Leonardo da Vinci? Ou ainda, com que legitimidades poderiam a NATO ou a ONU interferir na guerra do Kosovo? De facto, há valores mais válidos e amplos do que outros. Há valores que resistem à variedade de culturas e ao próprio tempo.

Ao analisarmos a Declaração universal dos Direitos do Homem, podemos verificar que há critérios valorativos intersubjectivos fundamentados na realização e integridade da pessoa humana.

2. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela ONU, em 1948, consagrou no plano mundial um conjunto de valores essenciais que servem simultaneamente de ideal à acção humana e de critério para definir o enquadramento legal dentro do qual os Estados podem legislar, julgar e actuar.  Estes valores são assumidos como universais, fruto de um acordo intersubjectivo. Neste sentido, apesar da diversidade das culturas e das sociedades, esta diversidade não pode ir contra estes valores. A Declaração serve não apenas para julgar as acções humanas, mas também para avaliar e julgar a acção dos diferentes Estados em relação aos seus cidadãos, configurando também um modelo de uma sociedade global, livre e democrática.  Entre os valores da Declaração destacamos os seguintes: – a Pessoa como um valor em si, a Dignidade Humana, a Liberdade, a Igualdade, e a Fraternidade.

3. Os valores são fruto de um consenso intersubjectivo.

Podemos concluir que os valores não são objectivos (no sentido de propriedades de objectos) nem subjectivos no sentido de variáveis e aceitáveis consoante os sujeitos que os formulam, mas intersubjectivos. Há valores que resistem ao espaço e ao tempo e que constituem fundamentos sólidos para as nossas acções. De facto, há consenso universal sobre valores essenciais para a humanidade integralmente considerada.

 

 

 

I. Faça corresponder os espaços numerados com as alíneas de modo a formar afirmações verdadeiras:

 

 

O mal é um valor _______1______.

A beleza é um valor _____2_______.

A saúde é um valor ______3_______.

O sagrado é um valor ____ 4________.

A habilidade é um valor ___5_______.

 

a) religioso; b) útil; c) moral; d) estético; e) vital.

 

 

II. Das questões que se seguem escolha a alínea que melhor responde ao problema:

 

1. Valorar é:

a) Retirar sentido à realidade.

b) Atribuir um sentido aos objectos que eles já contêm previamente em si.

c) Conferir um horizonte de sentido à existência humana.

 

2. Dado o seu carácter hierárquico:

a) Os valores estão dispostos de uma forma única válida para todos os homens.

b) Cada pessoa estabelece para si própria uma dada escala de valores.

c) Os valores espirituais podem estar satisfeitos independentemente dos valores vitais.

 

3. Valores são:

a) Os títulos da Bolsa de Valores de Lisboa.

b) Relações entre coisas.

b) Tudo aquilo a que atribuímos importância.

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2 Responses to “Cursos EFA – Cidadania e Profissionalidade – Núcleo Gerador: Convicção e Firmeza Ética – Domínio de Referência: NG5 – Tema: Valores Éticos e Culturais”

  1. Teresa Fernandes Says:

    Obrigada pela ajuda que nos prestam sobretudo para quem está a começar como eu!

  2. Teresa Fernandes Says:

    Estudo

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